Desemprego atinge 12,9 milhões no País

Em comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2016, o mercado de trabalho brasileiro somou 3,3 milhões de desempregados no período

O mercado de trabalho brasileiro iniciou 2017 com o pé esquerdo. Entre outubro de 2016 e janeiro de 2017, o Brasil contabilizou mais 879 mil desempregados e, com isso, o País alcançou 12,9 milhões de desocupados no trimestre encerrado no primeiro mês do ano.

Esse contingente representa uma taxa de desocupação de 12,6%. Os dados constam da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (24).

Em comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2016, o mercado de trabalho brasileiro somou 3,3 milhões de desempregados no período.

Por outro lado, a população empregada totalizou 89,9 milhões de pessoas em janeiro de 2017 — estabilidade na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2016.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, porém, houve diminuição de 1,7 milhão de pessoas ocupadas — o total de ocupados era de 91,6 milhões naquela ocasião.

Os empregados com carteira assinada no setor privado somam 33,9 milhões de pessoas — 1,3 milhão a menos que o patamar de janeiro do ano passado. Já os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada somam 10,4 milhões de pessoas — um crescimento de 626 mil pessoas em relação a janeiro de 2016.

A categoria dos “conta própria” totaliza 22,2 milhões de pessoas — expansão de mais de 450 mil pessoas em relação a outubro de 2016. Na comparação com janeiro de 2016, porém, houve queda de 3,9%, ou seja, menos 902 mil pessoas.

O IBGE estima em 6,1 milhões os trabalhadores domésticos.

Rendimento médio

O salário real médio dos brasileiros empregados, em todos os tipos de trabalhos, é de R$ 2.056 — praticamente o mesmo valor registrado em outubro de 2016, quando era de R$ 2.040. Na comparação com o mesmo período de 2016, o valor também é quase o mesmo (R$ 2.047).