Com aventura ágil e visual deslumbrante, Kong: A Ilha da Caveira é uma boa diversão nos cinemas

Macaco gigante está de volta aos cinemas em um filme que sabe como entreter

King Kong é uma das criaturas mais icônicas da história do cinema e já protagonizou diversas produções. O primata gigantesco está de volta às telonas em Kong: A Ilha da Caveira, que estreia nesta quinta-feira (9).

Muitos questionaram na época do anúncio deste filme se era necessária outra adaptação sobre o personagem, mas após assistir à produção dá para dizer sem dúvida alguma: não é que o filme ficou bom?

O diretor Jordan Vogt-Roberts faz um trabalho primoroso ao criar uma aventura que foca no entretenimento.

Os perigos da Ilha da Caveira

A história de A Ilha da Caveira é direta, ágil, não perde tempo. Isso poderia ser negativo, já que alguns personagens não ganham espaço para se desenvolver, mas a produção assume seu lado despretensioso, o que dá o tom divertido de tudo.

O filme funciona da mesma forma que clássicos como Jurassic Park e Jumanji, apresentando inúmeros desafios que precisam ser superados para garantir a sobrevivência. Por conta disso, cria-se um clima de tensão constante, empolgando os espectadores, com a dúvida de qual perigo surgirá adiante.

O diretor também parece buscar inspiração em produções aclamadas como Apocalypse Now, o que torna as coisas mais interessantes ainda.

Muita ação

Com duas horas de duração, o longa poderia ter partes cansativas, mas o ritmo é tão frenético que a história parece passar rapidamente.

A ação enlouquecedora é certamente o ponto mais alto, com cenas coreografadas perfeitamente, ainda mais nas batalhas entre Kong e outras criaturas.

O diretor acerta ao filmar os confrontos com muita nitidez, não com cenas desfocadas que confundem os olhos, em que você mal vê o que está acontecendo de verdade, como muitos blockbusters fazem. Ele inclusive acrescenta closes, câmera lenta e outros recursos que valorizam não apenas a ação, mas os efeitos visuais. Kong não é um grande borrão em movimento quando luta. Você consegue ver suas pelagem, suas expressões e marcas, bem como dos outros bichos.

Visual marcante

Toda a atmosfera do filme gira em torno de seu visual deslumbrante. A fotografia de Larry Fong ajuda a mostrar as belas paisagens da Ilha da Caveira como um lugar real em alguns momentos, mas também capricha no visual mais fantástico, com as incríveis criaturas e cenas que parecem saídas de um videogame ou de uma revista em quadrinhos.

A cena da fumaça colorida, em que o personagem de Tom Hiddleston luta com alguns animais é especialmente deliciosa de assistir.

Aliás, o trabalho de concepção dos bichos da ilha realmente impressiona.

Desfile de astros

O elenco de Kong: A Ilha da Caveira é formado por um time de estrelas do primeiro escalão: Tom Hiddleston, Brie Larson, Samuel L. Jackson, John Goodman, John C. Reilly e Toby Kebbell.

Como dito acima, os atores não conseguem desenvolver tanto seus personagens, já que o foco está todo na aventura. Mesmo assim, todos executam bem seus papeis, especialmente John C. Reilly, grande destaque do longa. O ator conquista com carisma e é quem melhor cria empatia.

O único que incomoda de vez em quando com alguns maneirismos é Samuel L. Jackson, que parece repetir aqui outros personagens seus que já vimos em diferentes filmes. Mas nada que comprometa, inclusive o exagero de Jackson se encaixa com o tom geral, onde as proporções são enormes.

Trilha sonora animadora
Mais uma vez, a Warner Bros. Pictures aposta em uma trilha sonora daquelas que viciam. Com canções de grandes nomes como Black Sabbath, David Bowie, Creedence Clearwater Revival e até Jorge Ben Jor, que aparece cantando Brother, a trilha consegue animar.
Filme divertido
Kong: A Ilha da Caveira é uma boa diversão, com toques de reflexão sobre a natureza humana e também dá início a uma promissora nova franquia. Não dá para contar muito para não dar spoilers, mas fica o aviso: há uma cena pós-créditos que é impactante!