Diversidade e heróis carismáticos tornam novo filme dos Power Rangers mistura perfeita de nostalgia e renovação

Com ótima história de origem, produção deve agradar fãs e conquistar público diferente

Os Power Rangers se tornaram um fenômeno na década de 90 e até hoje seguem em alta. Apostando neste sucesso todo, um novo filme sobre os heróis chegou aos cinemas nesta quinta-feira (23).

A produção recomeça a franquia, com uma história que explica as origens dos personagens, incluindo da vilã Rita Repulsa e de Zordon, mentor dos Rangers.

Com uma pegada mais madura, o filme dá preferência para desenvolver cada Ranger ao invés de apenas focar na ação desenfreada e nos efeitos especiais, o que prova ser uma escolha ousada, mas muito inteligente.

Veja o que faz de Power Rangers diversão garantida!

Roteiro trabalhado com cuidado

Pode parecer um tanto quanto óbvio, mas um roteiro bem estruturado é a base para que um filme seja interessante. Alguns longas comerciais não pensam exatamente assim e dão maior destaque para elementos como o visual, efeitos e cenas de ação. Não que não exista espaço para tal tipo de entretenimento. É possível se divertir com obras assim, mas tais coisas ficam ainda melhores quando acompanhadas de uma história cativante. E isso Power Rangers realmente tem!

A ousadia em focar nos dramas pessoais dos cinco jovens protagonistas está no fato de que isso poderia decepcionar quem está acostumado com a série de TV, que sempre foi centrada mais nas lutas do que em contar quem são mesmo os Rangers. No entanto, isso ajuda a criar uma conexão maior com personagens e com o filme como um todo. Você passa a se relacionar e se importar com Billy, Kimberly, Trini, Zack e Jason. Isso torna a experiência mais memorável e duradoura.

Diversidade

Outra coisa que funciona aqui, e que é importantíssima, é a diversidade. Pela primeira vez, temos um personagem dos Power Rangers que é LGBT e outro que é autista. Esse aumento de representatividade do mundo em que vivemos precisa acontecer mais e mais nos filmes, séries, novelas e outros produtos culturais.

A escalação do elenco é vantajosa neste sentido. Cada um dos atores principais vem de um lugar do mundo.

Além disso, a produção acerta ao retratar os Rangers como adolescentes comuns, com acertos e erros, qualidades e defeitos, não como modelos de perfeição. Tendo em vista que o público jovem sempre foi o foco, escolhas assim são poderosas.

Atores carismáticos

Quase todos os atores selecionados para dar nova vida à equipe colorida são relativamente desconhecidos do grande público. As mais famosas entre eles são Becky G., a Ranger amarela, que tem uma carreira como cantora, e Naomi Scott, que também canta e atuou em filmes como Lemonade Mouth, da Disney, Os 33 e Perdido em Marte.

A química entre eles é absolutamente perfeita e natural, o que dá credibilidade para uma história que é focada na união do grupo.

RJ Cyler se destaca com seu Billy, o Ranger azul, que é divertido e encantador, mas os cinco fazem um trabalho excepcional e despontam como promessas para bombar ainda mais em Hollywood. Prova disso é que praticamente todos já estão escalados para outros projetos. É realmente um elenco de estrelas em ascensão!

Grandes astros

Power Rangers enriquece com a participação de atores já consagrados como Bryan Cranston, da série Breaking Bad, que vive Zordon, e Elizabeth Banks, que interpreta a vilã Rita Repulsa.

Bryan faz um Zordon diferente do original, mais vulnerável, com níveis. O personagem ganha contornos instigantes.

Já Elizabeth faz aqui uma deliciosa malvada. Sua Rita é caricata de um jeito positivo, vilã tradicional, com risada maléfica, que debocha dos heróis e faz discursos. Uma pena que ela não tenha tanto tempo de tela, já que Rita é uma ótima personagem e Elizabeth é uma atriz de primeira.

Temos também o excelente Bill Hader como o robozinho fofo Alpha 5, que rende cenas bastante engraçadas.

Visual repaginado

A identidade visual dos Power Rangers precisava ser transformada, assim como já aconteceu com heróis da Marvel e da DC Comics nos cinemas, afinal ficaria um pouco antiquada se seguisse o modelo original, com aquelas roupas apertadinhas, as faíscas saindo nas lutas e os monstros feitos com fantasias.

E neste ponto as decisões são felizes. O design de produção deu um tom mais sombrio, mas sem perder as cores que fizeram dos Rangers tão icônicos. Os novos uniformes, que agora são armaduras, também estão mais críveis e ficaram bonitos.

Os efeitos especiais são bem executados e chamam a atenção em momentos como as batalha dos zords dinossauros.

Vários elementos amados pelos fãs continuam lá, como a parte mais épica do filme, quando a música tema dos Rangers é tocada, ou quando uma surpresa é citada em uma empolgante cena pós-créditos.

Diversão garantida

Power Rangers veio para agradar aos fãs das antigas e conquistar novos públicos. É diversão garantida! E além disso, dá início ao que promete ser uma franquia rica e cheia de elementos a serem explorados. Ainda bem que é hora de morfar outra vez!