Jogadores da Ponte Preta tentam conter euforia após vitória

Vantagem de três gols contra o Palmeiras deixa o time bem perto da final do Paulistão

Sem esconder a felicidade – houve muita comemoração nos vestiários -, os jogadores da Ponte Preta tentaram, pelo menos nas palavras, conter o entusiasmo após a grande vitória sobre o Palmeiras por 3 a 0, neste domingo, em Campinas (SP), pela primeira partida das semifinais do Campeonato Paulista. Mas era algo muito difícil, principalmente pelo contágio com a euforia da torcida.

“Temos que manter a cabeça no lugar. Mas esta vitória reforçou nossa capacidade mental de que temos capacidade de ir mais longe”, comentou William Pottker, artilheiro do Paulistão com nove gols. Mesmo com 23 anos e já negociado com o Internacional, ele tem sido bem otimista e mostra a experiência de um veterano.

O volante e capitão Fernando Bob disse que “ainda é cedo para comemorar porque tem o jogo de volta. Eles vão vir mordidos para cima da gente. E o jogo promete ser pegado, como já foi aqui em nossa casa”.

O goleiro Aranha, sempre sério, foi ponderado em suas declarações sobre a vantagem conquistada em casa. “É uma boa vantagem, mas não decide nada. Podemos ter mais cuidado no jogo de volta, como aconteceu diante do Santos”, comparou.

O meia-atacante Lucca, emprestado pelo Corinthians, estava feliz por sua atuação, por ter marcado um gol e pela grande vitória. Mas se conteve ao comentar o próximo jogo. “Só vencemos metade do jogo porque este dura 180 minutos. Ainda falta muita coisa para irmos à final”, alertou.

BAIXAS – De olho no segundo jogo, no sábado, em São Paulo, a Ponte Preta começa a pensar na sua formação. Uma baixa é certa: o lateral-esquerdo Reynaldo. Ele recebeu o terceiro cartão amarelo e vai ter que cumprir suspensão automática. O seu provável substituto é Artur, que vinha em processo de recuperação, mas participou dos últimos minutos deste jogo, quando entrou no lugar de Lucca para reforçar o setor esquerdo.

O médico Roberto Nishimura acha precipitado fazer uma avaliação sobre a lesão muscular sofrida por Clayson. Aos 30 minutos do segundo tempo, ele pôs a mão na parte anterior da coxa esquerda. Não dá para dizer que é apenas um cansaço muscular, sentido através de cãibras, ou então uma distensão muscular. “Só vamos ter esta resposta após o período de repouso e, se for necessário, faremos um exame de ressonância no local”, avisou.

Com relação ao lateral-direito Nino Paraíba e o meia Renato Cajá, que não foram relacionados para o banco de reservas, eles vão ter mais uma semana para tratamento. “A evolução foi grande e podemos colocá-los em condições nesta próxima semana”, finalizou. Pelos critérios do técnico Gilson Kleina, dificilmente ambos serão aproveitados. Eventualmente como opções.