Óbito fetal e parto prematuro: saiba mais sobre o descolamento de placenta, problema afastou Eliana da TV

Apresentadora precisou deixar de trabalhar para preservar o nascimento de seu segundo filho

Quem é mãe sabe: é preciso ter inúmeros cuidados com a saúde durante a gestação. Por vezes, é preciso ficar em repouso absoluto. Este é o caso da apresentadora Eliana Michaelichen, que precisou se afastar do trabalho para salvar sua filha, conforme relatou por meio de um comunicado.

À revista Claudia, a apresentadora já havia comentado que enfrentava problemas com a gestação. No primeiro trimestre, ela chegou a ser submetida a um procedimento cirúrgico para assegurar o desenvolvimento do segundo filho.

Aos 43 anos e grávida de cinco meses, Eliana teve descolamento de placenta, problema que pode desencadear um parto prematuro ou óbito fetal (quando o feto morre ainda dentro do útero).

Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, esclarece que o órgão é fundamental para o bebê.

— A placenta é um órgão que se forma na gestação e conecta a mãe a criança em formação por meio do cordão umbilical. Ela é a responsável pelas trocas entre o sangue materno e fetal, assim leva oxigênio e nutrientes e retira as substâncias que o bebê não precisa mais.

Durante todo o período, a placenta fica fixada no útero da mãe e, somente após o nascimento do bebê, descola e é expelida. O descolamento prematuro, no entanto, é um problema que surge quando parte do órgão se solta antes de a criança estar pronta para nascer.

Estado de saúde em alerta

Segundo Zlotnik, o caso de Eliana é grave e pode comprometer o nascimento da criança, já que a mãe pode ter sangramento, precisando de um parto emergencial.

— O descolamento de placenta é um momento grave e de risco. Se for no primeiro trimestre, deve ser avaliado quanto à vitalidade do bebê e à possibilidade de manter a gestação. Se for parcial, pode ser tomada uma conduta expectante, com repouso e acompanhamento.

O ginecologista e obstetra ressalta que não há como descobrir a causa do descolamento. Ele ainda explica que a paciente tem o diagnostico por meio do ultrassom.

— Na maioria dos casos não identificamos a causa. Mas é mais comum em mulheres hipertensas [com pressão alta], em gestação gemelares, forte trauma na região abdominal e em casos de aumento importante de líquido amniótico.

Zlotnik ressalta que não há remédio “para colar” de volta, mas a paciente toma medicamentos para evitar cólicas e contrações do útero, com o objetivo de cicatrizar o que descolou e evitar o aumento da área.

Embora seu quadro seja estável, Eliana está de repouso absoluto. A recomendação é comum e tem como principal objetivo manter o bebê o maior tempo possível dentro do útero.