Furtos de fios causam “epidemia” de semáforos apagados no centro de São Paulo

Segundo a CET, 16 quilômetros de cabos furtados na capital paulista em 2017

Um acidente no cruzamento da Alameda Glete com a Rua Barão de Campinas nesta terça-feira (30) mostra um problema recente no centro da cidade de São Paulo.  A colisão entre um ônibus e um carro aconteceu, porque o semáforo no local estava apagado. “Não foi nada grave, mas foi uma batida. Poderia ter sido muito pior”, afirma um comerciante local.

Ele explica que o farol está desligado no bairro de Campos Elíseos desde o dia 26 de maio. “Eles [a CET (Companhia de Engenharia e Tráfico)] arrumaram, mas logo na sequência ele ficou sem funcionar de novo”. O comerciante comenta ainda que o semáforo geralmente é “desligado” durante a noite.

A reportagem do R7 circulou pela região do Bom Retiro e Campos Elíseos e notou pelo menos 12 semáforos desligados. Alameda Glete, Rua Helvétia e avenida Rio Branco, todas perto do antigo “fluxo” da Cracolândia e do atual encontro de usuários na Praça Princesa Isabel, estão bastante afetadas.

Em nota, a CET informa que “diversos cruzamentos na região central da cidade estão sendo alvos constantes de furto de cabos semafóricos e ato de vandalismo.”

Fabricio Strongren, vendedor de uma loja de motos na avenida Rudge, no Bom Retiro conta que os semáforos desligados na região está comum. “Se você entrar aqui no Campos Elísios tem um monte de farol apagado”. Ele atribui os furtos aos usuários de crack da região e alega que há pelo menos três meses a cena se repete. ““Eles roubam sempre a noite, puxam e arrancam o cabo.”

A CET afirma ainda que “tem enfrentado no dia a dia motivos alheios à tecnologia do sistema, como furto de fios e vandalismo. Até agora, em 2017, foram registrados mais de 280 casos de furtos em semáforos na capital.”

A companhia promete providenciar o problema com urgência e acrescenta ainda que “somente neste ano, foram mais de 16 quilômetros de cabos furtados na cidade. Em 2016, foram 40 quilômetros de fios furtados, um prejuízo de mais de 500 mil reais.”

Procurada pelo R7, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo não se pronunciou sobre o caso.