Inflação para famílias com renda mais baixa avança e fecha maio em 0,67%

Indicador mede consumo de famílias com receita entre 1 e 2,5 salários mínimos 

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda registrou alta de 0,67% em maio, após o avanço de 0,11% em abril, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) divulgado nesta terça-feira (6) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumulou alta de 1,98% no ano. Em 12 meses, a taxa do IPC-C1 ficou em 3,47%.

Em maio, o IPC-C1 ficou acima da variação do indicador médio apurado entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, o Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que teve alta de 0,52% no mês. No acumulado em 12 meses, a taxa do IPC-BR registra alta de 4,05%.

Segundo a FGV, houve um aumento na taxa de variação em cinco das oito classes de despesa pesquisadas no IPC-C1: Habitação (-1,00% para 2,19%), Vestuário (-0,65% para 0,52%), Transportes (0,12% para 0,31%), Despesas Diversas (0,02% para 0,26%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,02% para 0,15%).

“Os destaques partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-7,83% para 12,53%), roupas (-0,73% para 0,83%) tarifa de ônibus urbano (0,24% para 0,55%), alimentos para animais domésticos (-0,09% para 1,05%) e salas de espetáculo (-0,74% para 0,51%), respectivamente”, diz a nota divulgada há pouco pela FGV.

No sentido oposto, desaceleraram os grupos Alimentação (0,71% para -0,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,27% para 0,81%) e Comunicação (0,58% para 0,21%). A nota da FGV informa que os destaques nessas três classes de despesa foram hortaliças e legumes (14,42% para -1,10%), medicamentos em geral (2,46% para 1,18%) e tarifa de telefone móvel (0,68% para 0,35%), respectivamente.