Senado tira o nome de Aécio Neves do painel de votações

Nome também não consta na lista oficial da casa de senadores em exercício

O Senado Federal tirou nesta quarta-feira (14) o nome do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) do painel de votações e da página na internet de senadores em exercício.

Afastado há quase um mês das funções por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) o nome do senador constava até ontem nos documentos da casa como senador em exercício. A demora do Senado de afastar de fato o senador gerou críticas de ministros do Supremo, da oposição e da sociedade.

Ao chegar ao Senado nesta quarta, o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) reiterou o que tem dito nos últimos dias, que o Senado fez o que estava no regimento. Disse ainda que a reunião que teve ontem (13) com a presidente do STF Cármen Lúcia e com o relator da Lava Jato Edson Fachin foi para quebrar qualquer mal entendido já que ele ‘nunca deixou de obedeber nenhuma ordem do STF’.

Antes de se reunir com Fachin nesta terça, Eunício disse que cabia à Suprema Corte definir as regras do afastamento, uma vez que não existe previsão legal no regimento do Senado.

Nesta quarta (14), questionado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre a ausência do nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do painel de votação do Plenário, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, respondeu que o nome já estava apagado, mas foi retirado para que não haja dúvidas de que o Senado cumpriu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eunício esclareceu a Lindbergh que desde o dia 18 de maio, quando o ministro Luiz Edson Fachin decidiu liminarmente pelo afastamento de Aécio, o nome do senador estava apagado e bloqueado no painel. Segundo o presidente, como fotografaram tanto o painel, a mesa decidiu excluir o nome de Aécio.

— É para deixar bem claro que a Mesa Diretora e esta Presidência não descumpriram a decisão da Suprema Corte. Como gerava dúvida o nome ficar ali apagado como estava, ficava branco, agora está retirado para que não gere nenhum tipo de dúvida – explicou.

Eunício reforçou que as informações de que o Senado não cumpriu a decisão liminar não são verdadeiras.