Conta de luz puxa inflação da baixa renda em julho

Indicador IPC-C1 ficou em 0,31% no mês passado, informou a FGV

A inflação da baixa renda, medida pelo IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), acelerou para 0,31% em julho, após a deflação de 0,45% registrada no mês anterior, informou na manhã desta sexta-feira (4) a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O indicador é usado para medir o impacto do movimento de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos (R$ 937 a R$ 2.342,50).

Com o resultado, o índice acumulou alta de 1,84% no ano. Em 12 meses, a taxa do IPC-C1 ficou em 2,40%, de acordo com a FGV.

O que pesou?

As famílias de baixa renda tiveram menos despesas com alimentação em julho, mas as contas de luz mais caras pesaram no bolso.

Seis das oito classes de despesas pesquisadas tiveram taxas de variação maiores: Habitação (de -0,96% em junho para 1,36% em julho), Alimentação (de -0,78% para -0,36%), Transportes (de -0,39% para 0,06%), Comunicação (de -0,07% para 0,40%), Despesas Diversas (de 0,20% para 0,30%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,21% para 0,31%).

Os destaques partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (de -7,05% para 6,50%), hortaliças e legumes (de -7,61% para -0,77%), gasolina (de -3,05% para 2,96%), pacotes de telefonia fixa e internet (de -0,89% para 2,43%), cartão de telefone (de 0,00% para 1,43%) e salas de espetáculo (de -0,60% para 1,57%), respectivamente.