As novidades (e críticas) do iPhone X, aposta da Apple para o futuro dos celulares

Aparelho roubou a cena no lançamento de modelos da empresa americana.

O novo iPhone X eliminou o botão “home”. Para desbloqueá-lo, a câmera frontal do aparelho vai mapear o rosto do usuário identificando 30 mil pontos, que serão transformados num código matemático. Você pode mudar o penteado, colocar óculos e até envelhecer. Ainda asssim, garantem os criadores, o sistema de reconhecimento facial vai funcionar.

Aposta da Apple para o futuro, o IPhone X foi apresentado nesta terça-feira (12) na Califórnia. O aparelho exibe, de ponta a ponta, uma tela sem botões e que conta com a tecnologia OLED (sigla em inglês de Organic Light-Emitting Diodes, ou diodo emissor de luz orgânico). Feito em aço e cristal, vai ser vendido nas cores cinza e prata e é resistente a respingos, água e poeira, segundo o fabricante.

A pré-venda do X, que se pronuncia “dez” assim como o algarismo romano e o número de anos desde que foi lançado o primeiro iPhone, começa em 27 de outubro, e a previsão de lançamento é para 3 de novembro — porém apenas nos EUA e alguns outros países, grupo que não inclui o Brasil.

Além do reconhecimento facial, que representa uma evolução do ID Touch, o display do X não tem bordas, mas traz uma câmara frontal de 7 megapixels, com estabilização automática e modo retrato para selfies.

O iPhone X roubou a cena na apresentação desta terça da Apple. Além dele, foram mostrados o novo relógio Apple Watch Series 3, a Apple TV 4k e os celulares iPhone 8 e iPhone 8 Plus, estes dois últimos também resistentes a água e pó, de acordo com a empresa.

O modelo mais básico do iPhone X, de 64 GB, vai custar US$ 999 (cerca de R$ 3,1 mil) nos EUA. O modelo de 256 GB, por sua vez, US$ 1.149 (R$ 3,5 mil).

O X vai custar mais caro que, por exemplo, um modelo similar de 64 GB do Note 8, da Samsung, que custa US$ 930.

O especialista Neil Mawston, da consultoria Strategy Analytics, classifica como “lendária” a habilidade que a Apple tem de fazer com que os consumidores gastem mais com seus aparelhos.

Segundo ele, a companhia sempre quis vender um aparelho por US$ 1 mil. “Temos visto como os preços estão subindo ano após ano, e existe muita pressão dos acionistas”, observa.

“Pode haver um elemento de alta de preços para controlar a demanda e gerar um equilíbrio em relação à quantidade de celulares que podem produzir”, avalia Mawston.