Com verba de R$ 26 milhões Bienal poderá ter novidades.

Faltando pouco menos de um ano para sua abertura, a 33ª Bienal de São Paulo já tem tema definido. A mostra terá como proposta central Afinidades Afetivas.

O responsável pela Bienal será o espanhol Gabriel Pérez-Barreiro, que propôs um modelo diferente para a concepção do projeto em 2018. Sete artistas de diferentes nacionalidades foram convidados como curadores e cada um será responsável por um “pedaço” do evento.

Alejandro Cesarco (Uruguai), Antonio Ballester Moreno (Espanha), Claudia Fontes (Argentina), Mamma Andersson (Suécia), Sofia Borges (Brasil), Waltercio Caldas (Brasil) e Wura-Natasha Ogunji (Estados Unidos) vão selecionar os artistas participantes, além de divulgarem os próprios empreendimentos.

A Bienal começa em sete de setembro e terá duração de três meses. Para Gabriel, a próxima edição “foge de tudo o que já foi feito”, comentando ainda que “As coisas estão dando certo. São mais de 60 anos de história. É legal ver a evolução da amostra. Ela acompanha os acontecimentos do País. Os curadores são artistas, escolhem seu trabalho e criam um contexto para expor. Eles têm livre escolha. A diferença os uniu aqui”

O espanhol certifica que o conceito é discorrer sobre como as pessoas se unem e relacionam: “Essa edição propõe a ênfase da arte e nos artistas e possibilidades de afinidade e afeto: público e arte. É um modelo experimental, para observar a relação das pessoas”

Com orçamento de aproximadamente R$ 26 milhões, João Carlos de Figueiredo Ferraz, presidente da Fundação Bienal, afirma que o dinheiro já foi garantido, “Temos apoiadores de muitos anos, que todo ano renovam conosco, seja com recurso ou material. Uma parte já entrou e, o resto, só ano que vem”

João disse que não teme uma possível manifestação de parte do público, como aconteceu no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), após performance envolvendo um homem nu e tocado por uma criança, mas salientou que “Esses eventos são preocupantes. Eles refletem a situação do Brasil e do mundo inteiro com a intolerância. Nossa obrigação é defender a liberdade de expressão do artista e nós vamos defender o que puder surgir, obedecendo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Não temos ainda detalhes das obras. É preciso esperar, avaliar e ver o que fazer. Não sabemos como a situação estará ano que vem. Essa análise será feita mais para frente.”