‘Aedes pode ser tornar transmissor da febre amarela’, diz infectologista

Hoje, apenas mosquitos Haemagogus e Sabethes transmitem a doença

O ministério da Saúde anunciou, na última terça-feira (9), uma nova campanha de vacinação contra a febre amarela, que fraciona o estoque da vacina. A ideia é atingir 19 milhões de pessoas e frear o avanço da doença em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

O fracionamento já foi adotado em outros países e ampliará a cobertura da imunização. Com a estratégia, o governo visa garantir os estoques casos surjam surtos em outras regiões do país. A duração da imunização da dose fracionada é estimada em, pelo menos, oito anos.

Além da vacinação, os governos devem investir também na erradicação do mosquito transmissor. “Fala-se muito no macaco, mas quem transmite o vírus às pessoas é o mosquito que vive na floresta”, afirma Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, infectologista e supervisor médico do ambulatório do Hospital Emílio Ribas.

Hoje, apenas mosquitos Haemagogus e Sabethes transmitem a doença. “Se não for feito o controle dos mosquitos, uma pessoa contagiada pela febre amarela poderá ser picada pelo Aedes aegypti”, diz o médico. “Com isso, ele também poderá ser o transmissor e o ciclo urbano da doença terá início.”